"O Bonsai é um breve pensamento poético que nos toca o coração.”

O bonsai é uma arte de possibilidades ilimitadas.

08 dezembro 2010

Como Cuidar - Tamarindus- Tamarindus indica L.





Família: é um gênero botânico pertencente à família Fabaceae
Origem: das savanas africanas, África equatorial e da Índia.
Porte: Atinge até 25m. de altura
Floração: início da primavera
Propagação: Por Alporquia e semente
Luminosidade: sol pleno
Regas: Regulares, sempre que o solo estiver seco
Solo: neutro a ácido


É árvore frutífera e bastante decorativa; sua altura pode chegar aos 25m. Seu tronco divide-se em numerosos ramos curvados formando copa densa e ornamental; as folhas são compostas e sensitivas (fecham por ação do frio), flores hermafroditas amarelas ou levemente avermelhadas (com estrias rosadas ou roxas) que se reúnem em pequenos cachos axilares. Fruto - Tamarindo ou tamarindo - é vagem alongada com 5 a 15 cm. de comprimento, com casca pardo-escura, lenhosa e quebradiça; as sementes em números de 3 a 8 estão envolvidas por uma polpa parda e ácida contendo açucares (33%), ácido tártarico (11%), ácido acético, ácido cítrico. O seu nome teve origem com os árabes que a denominavam de “Tamr al-Hindi”, que significa “tâmara da Índia”.

Ambiente- A planta pode ser cultivada em regiões tropicais úmidas ou áridas; a temperatura média anual deve estar em torno dos 25°C, e as chuvas anuais devem ser entre 600 e 1500 mm; O Tamarindo requer boa intensidade de luz e é muito sensível ao frio. Devendo receber proteção especial se for cultivado em regiões onde há invernos rigorosos.

Solo - Devem ser profundos, bem drenados, O Tamarindo é sensível ao excesso de umidade no solo. O pH deve estar entre 5,5 e 6,5, de preferência sendo areno-argilosos. Evitar solos pedregosos e sujeitos a encharcamento para que não se desenvolvam fungos o que é prejudicial à planta. – Para o Bonsai, O solo deverá ser neutro tendendo para o ácido, com matéria orgânica tendo capacidade de reter água e umidade.  O Tamarindo vive bem em solo arenoso e argiloso em climas muito quentes deve conter matéria orgânica em boa quantidade, pois está retém umidade (casca de pinos em pedaços miúdos, ou triturada é um ótimo recurso.). Toda matéria orgânica usada dever ter um período de curtição superior a 180 dias para que não queime as raízes das nossas árvores e nem as envenene ao liberarem os gases tóxicos que se formam com o curtimento e que é prejudicial à planta. Para compor o substrato, pode-se utilizar a seguinte combinação: 15% de areia 2 a 3 mm ou pedrisco +35% de cacos miúdos de cerâmica 3 a 5mm + 50% de matéria orgânica - casca de pinos calcinada 2 a 3 mm é um ótimo material (para facilitar a drenagem) evite usar cascas de tamanhos maiores. OBS: aqueça toda a mistura a 180° por 20 minutos para eliminar parasitas e seus possíveis ovos. Todo material deverá estar seco e ser peneirado antes de ser usado, para retirada de partículas minúsculas e pó. Essa mistura é para cidades de clima quente. Caso você more em locais mais frios use uma mistura com menos matéria orgânica e mais cacos de cerâmica.

Rega – O Tamarindo não gosta de solos encharcados assim a rega deverá ser moderada. Evite o excesso de umidade que pode danificar as raízes da árvore. Durante o verão tome cuidado para não deixar o solo secar de mais, pois poderá causar danos a folhagem. O solo deverá manter um bom teor de umidade sem, contudo está encharcado. Caso a terra seque totalmente pode danificar as folhas e causar a perda das flores e até mesmo a queda dos frutos. Se você tiver dúvida sobre o grau certo de umidade a manter, deixe o solo secar levemente entre uma rega e outra. Você evitará assim o aparecimento de fungo tais como a ferrugem. Caso tenha usado a mistura de solo acima citado não terá problemas com o excesso de umidade nas raízes da planta. Pode se borrifar a planta em dias muito quentes. Para ter uma folhagem com um verde exuberante durante o verão deixe a árvore sobre uma cobertura de tela 50% nas horas mais quentes do dia.

Adubação - A adubação deverá ser mantida até início da floração, que ocorrerá: de outubro a Janeiro. Se fizermos uma adubação rica em potássio e fósforo durante o inverno, obteremos uma boa floração na primavera e verão. Em locais onde o inverno é muito longo e rigoroso, não se deve fazer este tipo de adubação a menos que se tenha uma estufa. Não adube durante a floração. Existem adubos de ação lenta como Osmocote que poderá ser usado. Outro adubo (orgânico) riquíssimo em fósforo é a farinha de osso. Uma mistura orgânica que produz resultado excelente é: Torta de Algodão ou Mamona 50% + Farinha de osso 50% colocada na borda do vaso a cada trinta dias na proporção de uma colher de sopa rasa para vasos com 20 a 22 cm de comprimento (vasos menores ou maiores deverão receber quantidade proporcional ao seu tamanho. Coloque a mistura em um potinho perfurado e enterrado no solo para que a mistura não se espalhe e com o tempo torne o substrato do vaso compactado - retire o potinho com a mistura a cada 2 meses).  Outro modo de incentivar o crescimento em mudas em formação é fazer uma rega semanal ou uma pulverização semanal usando para isso a mistura feita com 2 colheres de sopa rasa de uréia dissolvida em 10 Litros de água. Regue e pulverize a uréia sempre ao entardecer, pois ela se evapora com a luz. É importante que se use adubo contendo micros nutrientes S, B, Cu, Mn e Zn pelo menos uma vez ao ano. De preferência aos adubos foliares.
Lembre-se: Nunca adube uma planta doente ou recém transplantada, nem sobre o sol forte; faça-o de preferência nas primeiras horas do dia ou nas últimas horas da tarde. Faça uma rega pelo menos uma hora antes de efetuar cada adubação mesmo que ela seja foliar. Em épocas muito quentes não se deve adubar, assim também como em épocas de frio intenso. Desenvolva o seu próprio calendário de adubação de acordo com as suas observações. Faça anotações de seus erros e fracassos elas te guiarão no futuro.

Poda - Faça uma poda para melhorar a aeração da planta sempre que ela se encontrar muito compacta, isso vai permitir que o sol atinja as partes internas da mesma. Poda de formação de uma boa copa: Os brotos devem ser podados até a 2º ou 3º folhas – dependendo do objetivo que se deseja alcançar na estrutura - durante toda época de crescimento. Ao podar analise a direção das gemas logo abaixo do corte, pois a brotação saíra daquele ponto, portanto, evite cortar acima das gemas que darão origem a brotos voltados para cima ou para baixo. Deixe os pequenos ramos crescerem até que esteja firmes com suas cinco primeiras folhas muito bem formadas, eu costumo esperar até a lignificação do ramo então podo. O Tamarindo possui uma impressionante capacidade de regeneração e tem boa brotação em madeira velha, suportando assim podas drásticas. Remova todos os brotos que forem indesejados - os que surgirem nas axilas dos galhos secundários e terciários procurem podar sempre entre as folha deixando um toco que será retirado após na poda futura, quando efetuar uma poda observe onde os brotos estão surgindo caso saia algum em uma posição indesejada retire a gema antes que as folhas apareçam. Mantenha sempre o solo limpo sem ervas daninhas ou folhas secas.
Desfolha: faça a desfolha no verão cortando as folhas pelo pecíolo com uma tesoura afiada. Suspenda a adubação nitrogenada um mês antes da poda e reduza as regas até que toda a brotação amadureça. Este método quando aplicado corretamente reduz o tamanho das folhas em até 10 vezes. Pode-se fazer uma desfolha quando a árvore já estiver florida isto destacará a floração. Não faça desfolhas excessivamente para que a árvore não fique enfraquecida.
OBS: NUNCA DESFOLHE UMA ÁRVORE DOENTE OU FRACA para que não corra o risco de perdê-la.

Transplante - - Mudas novas - Ao transplantar as novas mudas de Tamarindo, corte a raiz pivotante (principal) logo abaixo das raízes capilares e espalhe cuidadosamente o restante de suas raízes o mais radialmente possível sobre o solo EX: como os raios de uma bicicleta. Esse procedimento é importante para o desenvolvimento no futuro, de um bonito nebari ( Nebari = encontro das raízes com o solo). Faça este procedimento a cada ano tomando o cuidado de cortar mais severamente as raízes radiais que tiverem se sobressaído as outras. Faça isso até que você observe uma boa formação de raízes superficiais.
Mudas mais velhas ou Árvores - A cada dois ou três anos nas árvores mais velhas e todos os anos no caso de exemplares mais jovens. Levante a árvore e faça o desembaraço das raízes com um gancho diminuindo o torrão e corte as raízes que tiveram um grande desenvolvimento, depois pode 1/3 das que restarem. Para mudas retiradas do solo que não tiveram o tratamento descrito acima, quando há mais de uma raiz grossa e poucas raízes capilares, devemos retirar apenas uma das raízes grossas a cada ano passe uma pasta cicatrizante no local. Lembre-se que desejamos o desenvolvimento das raízes capilares (finas como cabelos). Esse processo dará a planta tempo de desenvolver tais raízes e não porá em risco um bom material. Use para o reenvasamento uma nova mistura de solo - já descrita acima. Não se esqueça de por uma tela plástica nos furos. Para a firme sustentação da árvore e mantê-la assentada no vaso, passe arames ou barbante - que apodrecerá com o tempo - se optar pelo arame corte-os tão logo perceba que a árvore esta com ótimo desenvolvimento. Se desejar poderá fazer uso de enraízadores para adiantar o processo de estabelecimento da árvore. Comece a adubação cerca de 40 a 50 dias após o transplante use metade do adubo que normalmente usaria. Mantenha a árvore na sombra até que comecem a aparecer os primeiros brotos após o que vá aumentando aos poucos sua exposição ao sol. Nunca transplante sua árvore em locais com corrente de ar e nunca as deixe nestes locais após serem transplantadas. Use sempre ferramentas amoladas e esterilizadas neste processo.

Aramagem - Faça-o da primavera ao verão sem qualquer problema. Alguns cuidados são necessários, pois os galhos do Tamarindo são duros quando ficam mais velhos e quebram com muita facilidade, então, para amolecê-los antes de aramar, é aconselhável não regá-la um dia antes. Também pode ser necessário enrolar o galho a ser trabalhado em ráfia umedecida para depois torcê-lo com arame. Para retirar o arame (nunca desenrole o fio) corte com um alicate. A ferramenta apropriada nesta hora é muito importante. Preste atenção ao crescimento da árvore para que os arames não marquem a casca, pois a casca do tamarindo é rugosa e as marcas serão difícil de retirar.

PROPAGAÇÃO - As mudas poderão ser formadas a partir de sementes que são lançadas ao solo a 2-3cm. de profundidade ou em embalagens contendo uma mistura de 3 partes de terra e 1 parte de esterco de curral bem curtido, postas para germinar em local sombreado. Também poderão ser feitas mudas de Alporquia. Quando as mudas estiverem com cerca de 10 cm de altura as mais vigorosas deverão ser retiradas do solo e ter a raiz principal cortada a 1/3 do seu comprimento ou logo abaixo das raízes secundárias, isso garantirá um melhor desenvolvimento das raízes laterais. O plantio da muda direto no solo adiantará alguns anos no desenvolvimento de nossa árvore.

Doenças 

Mosca-da-Madeira – O inseto adulto é uma mosca escura, com asas amarelo-escuras, com 31-35 mm. de comprimento. A fêmea põe ovos na casca da árvore de onde saem lagartas que perfuram o caule, abrem galerias e penetram até o lenho enfraquecendo o ramo e até levando-o a morte.

Estilos – O Tamarindo serve bem para todos os estilos.

Dicas 

·         Evite o excesso de água nas regas: o ideal é fornecer água à planta apenas quando o solo apresentar-se seco, caso não possa molhar o seu bonsai durante um dia quente de verão proteja e ele não se encontra em um local protegido faça assim: cubra o solo com uma camada de musgo ensopado pela manhã isso manterá a umidade no solo até que você volte no fim do dia onde poderá molhá-lo.
·         Mantenha um registro de todas as adubações e podas efetuadas com o maior detalhamento possível, no futuro análise e repita as ações que deram bons resultados nos anos anteriores.

·         - Se tiver dúvidas de como aplicar os métodos a cima busque a orientação de bonsaístas experientes.
·         Faça um curso. Existem excelentes bonsaístas que ministram cursos de alta qualidade. Não veja isso como um gasto, mas como um investimento para o futuro.  Você mudará a sua maneira de ver o Bonsai.
·         Usar as técnicas aprendidas de maneira correta lhe dará confiança e os resultados obtidos em suas árvores lhe darão enorme satisfação evitando perdas de tempo e enormes prejuízos financeiros. Este é o meu conselho. 

como cuidar - Serissa foetida



Família: Rubiáceas
Origem: Ásia. China e Japão
Porte: Atinge até 2 m. de altura
Floração: inverno e início da primavera
Propagação: Por estaca e mergulhia.
Luminosidade: sol pleno/meia Sombra.
Regas: Regulares, sempre que o solo estiver seco
Solo: ácido




 Serissa foetida Arbusto de folha perene procedente da Ásia. Florescem abundantemente durante todo o período de calor, suas flores são pequenas na forma de estrelas. Suas folhas podem ser verdes ou com traços brancos (variegata) ou totalmente verdes.  São pequenos arbustos muito usados como bonsai, pois possuem troncos retorcidos, folhas minúsculas por natureza. A textura de seu tronco é rugosa e comum que as raízes próximas ao tronco fiquem expostas, para dar maior impressão de envelhecimento. Serissa é um bonsai notoriamente exigente, mas não são tão difíceis de manter viva. A maioria das vezes o bonsai de Serissa comprado na loja irá chegar a casa e alguns dias depois perderá todas as folhas devido à mudança de ambiente. O iniciante nesta arte logo descobrirá que a Serissa também perde suas folhas se tiver falta de água, bem como perde suas folhas se tiver excesso de água. Se fizer muito frio ou se ficou muito quente. Se faltar luz ou se tomar sol demais... Se isso ocorrer, não se desespere isso é mais comum que imagina ela se recupera facilmente se tudo voltar ao normal. Seu crescimento é extremamente rápido se as condições de seu cultivo forem muito favoráveis. A Serissa é uma das melhores espécies para quem tem pouca incidência de luz solar direta.


Ambiente – A Serissa foetida prefere receber sol parcial, Serissa crassiramea prefere viver a pleno sol. A Serissa não gosta de mudança brusca de temperatura.


Solo - Serissa não gosta de terra calcária, também é preciso ter cuidado ao colocar matéria orgânica, pois não podemos exagerar visto que esta acumula muita água. A  mistura aconselhada é de 60% de areia peneirada (entre 2 a 5 mm e não alcalina) e 10% casca de pinus triturada e 30 % de argila refratária de boa procedência peneirada (entre 2 a 5 mm cacos de tijolo servem)


Rega - Visto que a Serissa é sensível a fungos provocados por excesso de umidade, convém deixar secar ligeiramente a camada superficial do solo entre regas Água em quantidade elevada mata a Serissa por isso não se deve por pratos com água debaixo do vaso.  Para não errar rega-se abundantemente e depois só volte a regar quando o solo estiver levemente seco. Uma boa composição de solo ajudará a manter a umidade correta. Nunca deixar secar o solo completamente. . Uma vez que na maioria das cidades a água que sai da torneira é de origem calcária, o que a caba prejudicando a nossa árvore eu utilizo um pequeno "truque" deixe a água descansar ao sol por alguns dias ou recolha a água das chuvas mais evite pegar as primeiras chuvas, pois elas trazem com elas poluentes.


Adubação - Deve-se ter muito cuidado com os exageros nos adubos, pois eles queimam as raízes muito facilmente, matando a planta. Para não errar, faça uma diluição do fertilizante muito mais que o indicado na embalagem e use o fertilizante só uma vez por mês na época de crescimento.


 Poda - A poda de manutenção da Serissa pode ser feita facilmente com uma tesoura afiada cortando-se os galhinhos que saem da zona não desejada do tronco ou da copa, ou utilizando-se da poda de beliscão, ambas quando bem executadas contribuirão para o aumento da massa foliar. Ela fica com um aspecto bastante agradável quando tem muitos ramos e fica mais compacta. A forma mais comum da copa de um bonsai de Serissa é triangular. As Podas mais drásticas devem ser feitas no final do inverno. A Serissa brota com facilidade na madeira velha e suporta muito bem podas drásticas. É muito importante a manutenção na  limpeza das folhas e flores secas. O corte dos brotos novos que surgirem perto das raízes ou galhos novos em competição com galhos maiores já existentes devem também ser retirados.


Transplante Quando começa a Primavera vegetativa, até meio do verão, nunca no outono ou inverno. Durante o transplante tome muito cuidado para não deixar as raízes secarem. Na troca de terra podar no máximo 40 % das raízes. Cortar a ponta das raízes estimula a sua ramificação, por isso mais pontos de absorção de água/alimento. Quando as raízes são cortadas elas exalam um cheiro que para algumas pessoas é incomodativo, daí o seu sobrenome: foetida (fétida). Deve-se providenciar a troca de terra da Serissas cada dois anos, normalmente no principio da primavera. Nunca lavar as raízes.


Aramagem - use arame com muito cuidado para não quebrar os ramos e mantenha a vigilância sobre o arame para não deixar o tronco ficar marcado.


PROPAGAÇÃO - É bastante fácil quando feita por estacas, desde que tenham um pouco de ramo mais duro


Doenças - Serissa é uma planta muito resistente, mas podem ocorrer ataques de: ácaro vermelho, pulgões, míldio e cochinilhas, estes podem ser tratados facilmente com inseticida para plantas ornamentais. Também pode ocorrer ataques de fungos deixando as folhas meladas, estes podem ser tratados impedindo que as folhas do bonsai seja borrifado com água e com aplicação de fungicidas brandos achados facilmente em lojas de Jardinagem.


Estilos – todos os estilos.


Dicas 

- Faça uma boa irrigação pelo menos uma hora antes de adubar a sua árvore.

·         As Serissas podem ser cultivadas em vasos um pouco mais fundo que o normal. Os vasos poderão ser vidrados e coloridos ou ter algum tipo de desenhos ou trabalhos de auto-relevos. 

·         Os galhos das Serissas são quebradiços quando para amolecê-los antes da aramação, é aconselhável não regá-la um dia antes.

·         Evite molhar as flores para que não caiam e possam produzir frutos.

·         As Serissas poderão crescer dentro de casa, ela precisa de luz solar indireta para que cresça bem. Deixe suas árvores fora de casa até que as flores se abram, aí então podem ser levadas para dentro, mas é preciso que fiquem em um local bem claro, próximo à janela e longe do calor.

·     Evite o excesso de água nas regas: o ideal é fornecer água à planta apenas quando o solo apresentar-se quase seco.

·         Mantenha um registro de todas as adubações e podas efetuadas com o maior detalhamento possível, análise e repita as ações que deram bons resultados nos anos anteriores.

·         Durante a floração a ausência de raios solares direto vai assegurar a duração por um período mais longo das nossas preciosas flores.

·         Não pulverize as flores para que elas durem mais.

·         Não coloque sobre o vaso pedras brancas de origem calcárias, pois alcalinizarão o solo podendo matar nosso bonsai.

·         Na dúvida, coloque sempre menos adubo no vaso. Uma dose um pouco maior pode ser fatal. Se errar, erre sempre para menos.


- Se tiver dúvidas de como aplicar os métodos a cima busque a orientação de bonsaístas experientes.

Faça um curso. Existem excelentes bonsaístas que ministram cursos de alta qualidade. Não veja isso como um gasto, mas como um investimento para o futuro.  Você mudará a sua maneira de ver o Bonsai.

Usar as técnicas aprendidas de maneira correta lhe dará confiança e os resultados obtidos em suas árvores lhe darão enorme satisfação evitando perdas de tempo e enormes prejuízos.
Esse é o meu conselho.


o. 

como cuidar - Holmskioldia sanguinea



Família:  Verbenaceae
Origem: Himalaia
Porte: 2 a 5 metros de altura
Floração: primavera e verão em algumas regiões.
Propagação: estacas
Luminosidade: sol pleno
Regas: Regulares, sempre que o solo estiver seco
Solo: ácido a neutro
Nome popular: Chapéu-chinês, chapéu-chinês-vernelho, chapéu-chinês-amarelo, chapéu-de-mandarim, holmskioldia-vermelha


O sanguinea Holmskioldia é nativo das planícies do Himalaia e é um arbusto ereto (escalada) escandentes que tem estreita em forma de flores de trombeta com pétalas carmim e vermelho-laranja cálices do verão ao outono. O chapéu-chinês é uma planta arbustiva, de textura semi-lenhosa de florescimento muito ornamental e peculiar. Possui os ramos longos, um tanto pendentes e folhas ovaladas, com bordas serrilhadas e pontudas. As flores são um espetáculo à parte, possuem formato de trompete com o cálice em formato de chapéu, o que deu origem ao nome popular. Suas flores são comumente vermelhas ou alaranjadas, mas ocorre uma variedade completamente amarela um pouco mais difícil de encontrar nos jardins. A floração do Holmskioldia sanguinea ocorre na primavera e no verão. Devido aos ramos longos deve-se podar sempre que necessário para manter sua forma mais compacta e arredondada, pois estimulam a ramificação e a renovação da ramagem por  incentivar o aparecimento de novos ramos laterais. É considerada uma planta troquilógama, isto é, apropriada para a alimentação dos beija-flores.



Ambiente - Durante o período de crescimento o Holmskioldia sanguinea precisa de proteção meia-sombra. A irrigação deve ser diária e não excessiva.  Quando maiores, as mudas Suportam bem o sol e o vento. A espécie é muito rústica tem um crescimento rápido e suporta maus tratos recuperando-se rápido de danos causados. Deve ser cultivado sempre sob pleno sol, embora tolere a sombra parcial.

Solo - O solo deverá ser neutro tendendo para o ácido, rico em matéria orgânica e com capacidade de reter água e umidade sem ficar encharcado.  O Holmskioldia sanguinea vive bem em solo arenoso e argiloso. O solo deve conter matéria orgânica (casca de pinos em pedaços miúdos, matéria orgânica curtida etc.). Toda matéria orgânica usada dever ter um período de curtição superior a 180 dias para que não queime as raízes das nossas árvores e nem as envenene ao liberarem os gases tóxicos que se formam com o curtimento e que é prejudicial à planta. Para compor o substrato, pode-se utilizar a seguinte combinação: 50% de cacos miúdos de cerâmica 3 a 5mm + 50% de matéria orgânica - casca de pinos calcinada 2 a 3 mm é um ótimo material (para facilitar a drenagem) evite usar cascas de tamanhos maiores. OBS: aqueça toda a mistura a 180° por 20 minutos para eliminar parasitas e seus possíveis ovos. Todo material deverá estar seco e ser peneirado antes de ser usado, para retirada de partículas minúsculas e pó. Essa mistura é para cidades de clima quente. Caso você more em locais mais frios use uma mistura com menos matéria orgânica e mais cacos de cerâmica. Lembre-se: Solos constantemente encharcados poderão ocasionar o apodrecimento das raízes.

Rega - A rega deverá ser moderada. Evite o excesso de umidade que pode danificar as raízes da árvore. Durante o verão tome cuidado para não deixar o solo secar de mais, pois poderá causar danos a folhagem. O solo deverá manter sempre um bom teor de umidade. Caso a terra seque totalmente pode danificar as folhas e causar a perda das folhas. Se você tiver dúvida sobre o grau certo de umidade a manter, deixe o solo secar levemente entre uma rega e outra. Adubações m e regas regulares garantem uma floração abundante.

Adubação - A adubação deverá ser mantida até início da floração, que ocorrerá: de outubro a Janeiro para  Dois meses antes da floração deverá ser usado um adubo rico em fósforo Ex.: NPK 4-12-4 que seguirá até inicio da floração. Não adube durante a floração. Existem adubos de ação lenta como Osmocote que poderá ser usado. Outro adubo (orgânico) riquíssimo em fósforo é a farinha de osso. Uma mistura orgânica que produz resultado excelente é: Torta de Algodão ou Mamona 50% + Farinha de osso 40%  colocada na borda do vaso a cada trinta dias na proporção de uma colher de sopa rasa para vasos com 20 a 22 cm de comprimento (vasos menores ou maiores deverão receber quantidade proporcional ao seu tamanho).( coloque a mistura em um potinho perfurado e enterrado para que a mistura não se espalhe e com o tempo torne o substrato do vaso compactado - retire o potinho com a mistura a cada 2 meses).  Outro modo é fazer uma rega semanal ou uma pulverização semanal usando adubos foliares de boa qualidade. Se pretender estimular uma boa brotação use para isso a mistura feita com 2 colheres de sopa rasa de uréia dissolvida em 10 Litros de água. Regue ou pulverize a uréia sempre ao entardecer, pois ela se evapora com a luz. Use adubo contendo micros nutrientes S, B, Cu, Mn e Zn pelo menos uma vez ao ano. De preferência aos adubos foliares.
Lembre-se: Nunca adube uma planta doente ou recém transplantada, nem sobre o sol forte; faça-o de preferência nas primeiras horas do dia ou nas últimas horas da tarde. Faça uma rega pelo menos uma hora antes de efetuar cada adubação mesmo que ela seja foliar. Em épocas muito quentes não se deve adubar, assim também como em épocas de frio intenso. Desenvolva o seu próprio calendário de adubação de acordo com as suas observações.

Poda - Faça uma poda para melhorar a aeração da planta, e permitir que o sol atinja as partes internas da mesma. Os brotos devem ser podados até o 2º ou 3º par de folhas durante toda época de crescimento. Ao podar analise a direção das gemas logo abaixo do corte, pois a brotação saíra daquele ponto desta forma, evite cortar acima das gemas que darão origem a brotos voltados para cima ou para baixo. Deixe os pequenos ramos crescerem até que estejam firmes com suas cinco primeiras folhas muito bem formadas, então pode. O sanguinea Holmskioldia possui uma impressionante capacidade de regeneração suportando assim podas mais drásticas. Remova todos os brotos que forem indesejados - os que surgirem nas axilas dos galhos secundários e terciários podem ocorrer o nascimento de brotos nas raízes, retire-os também se isso ocorrer. Mantenha sempre o solo limpo sem ervas daninhas ou folhas secas. Beliscar regularmente para impedir que a árvore cresça indevidamente, tornando muito alongado seus ramos.
Desfolha: faça a desfolha no início de janeiro cortando as folhas pelo pecíolo com uma tesoura afiada. Suspenda a adubação nitrogenada um mês antes da poda e reduza as regas até que toda a brotação amadureça.  Este método quando aplicado corretamente reduz o tamanho das folhas em até 10 vezes.
OBS: NUNCA DESFOLHE UMA ÁRVORE DOENTE OU FRACA para que não corra o risco de perdê-la.

Transplante - Muda nova - Ao transplantar as novas mudas corte a raiz pivotante, (principal) logo abaixo das raízes capilares ou toda raiz que seja mais vigorosa a fim de distribuir o vigor entre as raízes restantes e espalhe cuidadosamente o restante de suas raízes o mais radialmente possível sobre o solo EX: como os raios de uma bicicleta. Esse procedimento é importante para o desenvolvimento no futuro, de um bonito nebari ( Nebari = encontro das raízes com o solo). Faça este procedimento a cada ano até que você observe uma boa formação de raízes superficiais.
Mudas mais velhas ou Árvores -  Transplante anual nas árvores mais velhas e exemplares mais jovens. Faça o desembaraço das raízes com um gancho diminuindo o torrão e corte as raízes que tiveram um grande desenvolvimento depois pode 1/3 das que restarem. Lembre-se que desejamos o desenvolvimento das raízes capilares (finas como cabelos).  Use uma nova mistura de solo - já descrita acima. Não se esqueça de por uma tela plástica nos furos. Para a firme sustentação da árvore e mantê-la assentada no vaso, passe arames ou barbante - que apodrecerá com o tempo - se optar pelo arame corte-os tão logo perceba que a árvore esta com ótimo desenvolvimento. Se desejar poderá fazer uso de enraízadores para adiantar o processo de estabelecimento da árvore. Comece a adubação cerca de 40 a 50 dias após o transplante use metade do adubo que normalmente usaria. Mantenha a árvore na sombra até que comecem a aparecer os primeiros brotos após o que vá aumentando aos poucos sua exposição ao sol. Nunca transplante sua árvore em locais com corrente de ar e nunca as deixe nestes locais após serem transplantadas.

Aramagem - Faça-o da primavera ao verão sem qualquer problema. O Holmskioldia sanguinea possui galhos flexíveis que são fáceis de trabalhar. Para retirar o arame (nunca desenrole o fio) corte com um alicate. A ferramenta apropriada nesta hora é muito importante. Preste atenção ao crescimento da árvore para que os arames não marquem a casca.
Pragas: mosca branca, ácaros e cochonilhas. Combata com um inseticida imediatamente após identificar o problema.


Dicas

·         Faça uma boa irrigação pelo menos uma hora antes de adubar a sua árvore...
·         Assim como as árvores que produzem frutos, as que produzem flores  costumam ser cultivadas em vasos um pouco mais fundo que o normal. Os vasos poderão ser vidrados ou não.
·         Tome cuidado com os pulgões eles transmitem doenças as suas plantas.
·         Evite molhar as flores para que não caiam.
·         O Chapél de Mandarim não crescerá dentro de casa, ele precisa de luz solar plena para que cresça bem. Deixe suas árvores fora de casa até que as flores se abram, aí então podem ser levadas para dentro, mas é preciso que fiquem em um local bem claro, próximo à janela e ainda assim por apenas dois dias.
·     Evite o excesso de água nas regas: o ideal é fornecer água à planta apenas quando o solo apresentar-se seco, sem encharcar.
·         Mantenha um registro de todas as adubações e podas efetuadas com o maior detalhamento possível, no futuro, análise e repita as ações que deram bons resultados nos anos anteriores.

- Se tiver dúvidas de como aplicar os métodos a cima busque a orientação de bonsaístas experientes.
Faça um curso. Existem excelentes bonsaístas que ministram cursos de alta qualidade. Não veja isso como um gasto, mas como um investimento para o futuro.  Você mudará a sua maneira de ver o Bonsai.
Usar as técnicas aprendidas de maneira correta lhe dará confiança e os resultados obtidos em suas árvores lhe darão enorme satisfação evitando perdas de tempo e enormes prejuízos financeiros. Este é o meu conselho.


Como Cuidar - Caliandra



Família: Leguminosae
Origem: Regiões tropicais e subtropicais das Américas, entretanto são encontradas também na Ásia e na Índia. 
Porte: Arbustivo, podendo atingir até 6 metros de altura, tronco muito ramificado.
Floração: primavera e verão
Propagação: Por estaca, mergulhia e sementes.
Luminosidade: A pleno sol.
Regas: Regulares, sempre que o solo estiver seco
Solo: , com pouca matéria orgânica
Clima: Prefere regiões mais quentes, com temperaturas em torno de 25 à 27ºC.


Calliandra (selloi, brevipes… o segundo nome científico dependerá da cor das flores, ou da ausência de floração) Existem mais de 120 espécies de Calliandra diferentes. Um grande número de bonsaistas  preferem trabalhar com a  Calliandra. Folhas miúdas, tronco rígido e a rápida recuperação das podas e excelente massa foliar fazem dela uma ótima escolha para quem deseja começar a cultivar bonsai.  A Calliandra é um arbusto de folhas perenes e delicadas, seus brotos possuem um verde bem claro e vibrante que ficam mais escuros quando envelhecem. Suas folhas se fecham à noite ou quando a planta perde muita água. Algumas espécies possuem flores que vão do branco ao rosa e ao vermelho, em formato de pompom grandes e pequenos. Os botões florais (começam a aparecer no final da Primavera e ao longo do Verão) e parecem pequenas framboesas que  surgem da axila das folhas. Após secarem surgem os frutos, vagens que se partem quando maduros, espalhando as sementes por toda parte. A coloração do tronco é de um tom cinza-claro, quando novo, tornando-se marrom com o tempo e podendo ficar quase negro.

Ambiente - As Calliandras precisam de muita luz para florescer de maneira abundante, sendo o ideal colocá-las no exterior, protegidas com telas de sombreamento (sempre que possível). Em regiões com estações bem definidas, é possível mantê-las dentro de casa, desde que seja em um local com bastante luminosidade e boa ventilação. Nunca as coloque próximas a fontes de calor. A Caliandra é uma planta sensível ao frio, e seu crescimento torna-se lento em temperaturas baixas. Devemos protegê-la do frio colocando-a em locais onde o vento frio não a atinja. 

Solo – A Caliandra não gosta de terra calcaria. O solo deverá ser neutro tendendo para o ácido, deverá conter alguma matéria orgânica e ter boa capacidade de reter água e umidade sem ficar encharcado .  Ela vive bem em solo arenoso e argiloso. Um bom solo para o cultivo da Caliandra deverá ser poroso e conter matéria orgânica (casca de pinos em pedaços miúdos, ou outra matéria orgânica curtida etc.). Toda matéria orgânica usada dever ter um período de curtição superior a 180 dias para que não queime as raízes das nossas árvores e nem as envenene ao liberarem os gases tóxicos que se formam com o curtimento e que é prejudicial à planta. Para compor o substrato, pode-se utilizar a seguinte combinação: 15% de areia 2 a 3 mm ou pedrisco +45% de cacos miúdos de cerâmica 3 a 5mm + 40% de matéria orgânica - casca de pinos calcinada 2 a 3 mm é um ótimo material (para facilitar a drenagem) evite usar cascas de tamanhos maiores. OBS: aqueça toda a mistura a 180° por 20 minutos para eliminar parasitas e seus possíveis ovos. Todo material deverá estar seco e ser peneirado antes de ser usado, para retirada de partículas minúsculas e pó. Essa mistura é para cidades de clima quente. Caso você more em locais mais frios use uma mistura com menos matéria orgânica e mais cacos de cerâmica.

Rega - A rega deverá ser abundante. Em dias de muito calor (acima de 30oc) regue duas vezes ao dia. Da primavera ao outono o crescimento da Caliandra é intenso e isso faz com que o consumo de água neste período seja abundante. No inverno o consumo é moderado. A Caliandra não gosta de solos muito encharcados.  Nas épocas em que a Caliandra estiver protegida em ambientes internos, devemos redobrar os cuidados evitando regar enquanto sua terra permanecer úmida. Evite deixar o solo completamente encharcado por muitos dias o que pode danificar as raízes da árvore. Durante o verão tome cuidado para não deixar o solo secar de mais, pois poderá causar danos a folhagem e isso acarretará a perdas das flores. O solo deverá manter um bom teor de umidade, porém sem ficar constantemente encharcado, por isso uma boa composição do solo é importante. Se você tiver dúvida sobre o grau certo de umidade a manter, deixe o solo secar levemente entre uma rega e outra. Você evitará assim o aparecimento de fungos.

Adubação – A adubação dependerá do interesse do bonsaísta para com a sua árvore, se ela estiver em formação uma boa rotina de adubação nitrogenada produzirá um excelente resultado. O uso de adubos foliares contendo micros nutrientes deverá ser aplicado em um clico de adubação pelo menos uma vez ao ano. Uma adubação contendo menos nitrogênio e mais fósforo e potássio poderão ser mantidos até início da floração. Um bom ciclo deveria conter uma adubação com fósforo e potássio durante o inverno com um adubo de ação lenta isso. Mais muito cuidado com o uso de adubos nas suas caliandras pois qualquer erro poderá levar sua árvore a morte. Na dúvida, erre para menos Não adube durante a floração. Existem adubos de ação lenta como Osmocote que poderá ser usado. Outro adubo (orgânico) riquíssimo em fósforo é a farinha de osso. Uma mistura orgânica que produz resultado excelente é: Torta de Algodão ou Mamona 50% + Farinha de osso 40% colocada na borda do vaso a cada trinta dias na proporção de uma colher de sopa rasa para vasos com 20 a 22 cm de comprimento (vasos menores ou maiores deverão receber quantidade proporcional ao seu tamanho, coloque a mistura em um potinho perfurado e enterrado para que a mistura não se espalhe e com o tempo torne o substrato do vaso compactado - retire o potinho com a mistura a cada 2 meses). Use adubo contendo micros nutrientes S, B, Cu, Mn e Zn pelo menos uma vez ao ano. De preferência aos adubos foliares.
Lembre-se: Nunca adube uma planta doente ou recém transplantada, nem sobre o sol forte; faça-o de preferência nas primeiras horas do dia ou nas últimas horas da tarde. Faça uma rega pelo menos uma hora antes de efetuar cada adubação mesmo que ela seja foliar. Em épocas muito quentes não se deve adubar, assim também como em épocas de frio intenso. Desenvolva o seu próprio calendário de adubação de acordo com as suas observações.
Desenvolva o seu próprio calendário de adubação de acordo com as suas observações.

Poda - Faça uma poda para melhorar a aeração da planta, e permitir que o sol atinja as partes internas da mesma. Os brotos devem ser podados até o 1º ou 3º par de folhas durante toda época de crescimento. As Podas mais drásticas devem ser feitas no final do inverno. Ao os podar ramos mais novos analisem a direção das gemas logo abaixo do corte, pois a brotação saíra daquele ponto desta forma, evite cortar acima das gemas que darão origem a brotos voltados para cima ou para baixo ou para dentro da planta. Deixe os pequenos ramos crescerem até que estejam firmes com as suas folhas muito bem formadas para poda-los. Se desejar um maior fortalecimento do ramo deixe que ele cresça livre até alcançar 80% a espessura desejada então faça a poda.
A Caliandra possui uma impressionante capacidade de regeneração suportando assim podas drásticas e emitindo novos brotos em madeira velha. Faça uma poda de limpeza para remover todos os brotos que forem indesejados: os que surgirem nas axilas dos galhos secundários e terciários, os que brotarem na raiz. Cuidado com a poda constante, pois ela pode interferir na produção de flores. Mantenha sempre uma limpeza retirando flores e folhas secas e retira do solo as ervas daninha. Quando estiver formando um bonsai, elimine todos os ramos que não são necessários para a criação da forma escolhida, deixando apenas os ramos principais que formarão os futuros troncos.

Transplante - Muda nova - Ao transplantar as novas mudas de Caliandra, corte a raiz pivotante (principal) logo abaixo das raízes capilares e espalhe cuidadosamente o restante de suas raízes o mais radialmente possível sobre o solo EX: como os raios de uma bicicleta. Esse procedimento é importante para o desenvolvimento no futuro, de um bonito nebari ( Nebari = encontro das raízes com o solo). Faça este procedimento a cada ano até que você observe uma boa formação de raízes superficiais. Se quiser que sua muda tenha um rápido desenvolvimento plante-a no chão em um jardim onde tome muito sol e tenha uma boa rotina de adubação e regas os resultados são surpreendentes. Lembre-se de apenas de levantar a planta do solo a cada dois anos para a correção do nedari.
Mudas mais velhas ou Árvores - A cada dois ou três anos nas árvores mais velhas e todos os anos no caso de exemplares em formação. Faça o desembaraço das raízes com um gancho diminuindo o torrão e corte as raízes que tiveram um grande desenvolvimento depois pode 1/3 das que restar, a Caliandra suporta até uma poda de 2/3 de suas raízes. Lembre-se que desejamos o desenvolvimento das raízes capilares (finas como cabelos).  Use uma nova mistura de solo - já descrita acima. Não se esqueça de por uma tela plástica nos furos. Para a firme sustentação da árvore e mantê-la assentada no vaso, passe arames ou barbante - que apodrecerá com o tempo - se optar pelo arame corte-os tão logo perceba que a árvore esta com ótimo desenvolvimento. Se desejar poderá fazer uso de enraízadores para adiantar o processo de estabelecimento da árvore. Coloque o solo de modo a não permitir a formação de bolsões de ar, empurrando o solo com o dedo cuidadosamente para baixo das raízes e para os lugares que possam ter tais bolsões, use um palito para isso. Comece a adubação cerca de 40 a 50 dias após o transplante use metade do adubo que normalmente usaria. Mantenha a árvore na sombra até que comecem a aparecer os primeiros brotos após o que vá aumentando aos poucos sua exposição ao sol. Nunca transplante sua árvore em locais com corrente de ar e nunca as deixe nestes locais após serem transplantadas.

Aramagem - Faça-o da primavera ao verão em ramos mais jovem sem qualquer problema. Alguns cuidados são necessários, pois os galhos da Caliandra quando ficam mais velhos são duros e quebram com muita facilidade, então, para amolecê-los antes de aramar, é aconselhável não regá-la um dia antes. Também pode ser necessário enrolar o galho a ser trabalhado em ráfia umedecida para depois torcê-lo com arame. Para retirar o arame (nunca desenrole o fio) corte com um alicate. A ferramenta apropriada nesta hora é muito importante. Preste atenção ao crescimento da árvore para que os arames não marquem a casca.
Use sempre ferramentas de boa qualidade e bem amoladas para que os cortes saiam limpos. Use algum tipo de selante nos cortes acima de 3mm isso ajudará a prevenir o aparecimento de doenças.

Propagação da Calliandra - é facilmente cultivada através do plantio de sua sementes que tem um bom poder de germinação também pode ser multiplicada por estaquia ou um método que já produzirá uma planta pronta para ir para o vaso é a o Alporque.

Doenças e Pragas - A Calliandra é uma planta muito resistente, mas podem ocorrer ataques de pulgão e cochinilhas, estes podem ser tratados facilmente com inseticida para plantas ornamentais.

Dicas

·         Faça uma boa irrigação pelo menos uma hora antes de adubar a sua árvore.
·         Árvores floríferas costumam ser cultivadas em vasos um pouco mais fundo que o normal. Os vasos poderão ser vidrados ou não.
·         Os galhos da Calliandra são quebradiços quando velhos para amolecê-los antes da aramação, é aconselhável não regá-la um dia antes.
·         Tome cuidado com os pulgões eles transmitem doenças as suas plantas.
·         Evite molhar as flores para que não caiam e possam produzir frutos.
·         Caso apareça alguma doença fungica, retire as folhas atacadas, esta ação feita logo no início evita a utilização de fungicidas.
·         A Calliandra não crescerá dentro de casa, ela precisa de luz solar plena para que cresça bem. Deixe suas árvores fora de casa até que as flores se abram, aí então podem ser levadas para dentro, mas é preciso que fiquem em um local bem claro, próximo à janela e ainda assim por apenas dois dias.
·     Evite o excesso de água nas regas: o ideal é fornecer água à planta apenas quando o solo apresentar-se seco, sem encharcar.
·         Mantenha um registro de todas as adubações e podas efetuadas com o maior detalhamento possível, no futuro, análise e repita as ações que deram bons resultados nos anos anteriores.

- Se tiver dúvidas de como aplicar os métodos a cima busque a orientação de bonsaístas experientes.
Faça um curso. Existem excelentes bonsaístas que ministram cursos de alta qualidade. Não veja isso como um gasto, mas como um investimento para o futuro.  Você mudará a sua maneira de ver o Bonsai.
Usar as técnicas aprendidas de maneira correta lhe dará confiança e os resultados obtidos em suas árvores lhe darão enorme satisfação evitando perdas de tempo e enormes prejuízos financeiros. Este é o meu conselho.